Guia
Hebraico e grego para quem prega em português
A igreja não precisa ouvir um seminário. Precisa que você não invente o que “o original diz”.
O texto bíblico que você lê no púlpito é tradução. Isso não a enfraquece: a Palavra alcança o povo na língua dele. O original entra quando uma palavra carrega o argumento, quando a tradução escolheu um sentido entre dois, ou quando a mesma raiz amarra o capítulo.
O que levar ao culto
- A forma como se lê (transliteração), para ninguém fingir que decorou o alfabeto.
- O sentido em uma frase, não em cinco sinônimos acadêmicos.
- Onde mais a palavra aparece, se isso ilumina este texto — não um dicionário inteiro.
O que não levar
“No grego isto significa X” quando X é um desdobramento criativo que nenhum léxico sustenta. “A palavra tem 17 sentidos, então o versículo diz os 17.” Números de Strong jogados sem contexto. Grego como prova de superioridade sobre a irmã que só tem a Almeida.
Uma regra pastoral
Se você não conseguir explicar a palavra para um adolescente da igreja em vinte segundos, ainda não está pronta para o slide. O original serve a clareza, não o prestígio.
Isso se encaixa no método de exegese e no esboço: uma palavra-chave por sermão costuma bastar. O Pulpitio mostra Strong, transliteração e nota em português, com o versículo ao lado, para você conferir antes de falar.
Veja o original da sua passagem em português
Escolha a passagem. O Pulpitio junta contexto, original, esboço e slides numa tela só.
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